A Sabedoria
![]() |
| Seminarista José Mateus Sassilot Ramos |
Sabedoria pode ser definida de diferentes maneiras. O
que pensamos, a saber, o que acreditamos dessa palavra?
No livro da sabedoria 7,22-8,1 nessa passagem ele vai
falar varias coisas sobre a sabedoria dando a ela muitas palavras como, por
exemplo: um espírito inteligente, santo, único, múltiplo, sutil entre tantas
outras palavras. No fim dessa passagem ele fala “Ela estende com vigor de um
extremo ao outro do mundo e governa o universo com bondade”.
Podemos dizer que a sabedoria é uma coisa móvel, pois
está sempre ao nosso lado em todas as coisas, é por sua pureza, que ela
atravessa e penetra tudo. Deus é a própria sabedoria, a maior e a melhor que
pode existir.
Temos a sabedoria para fazer as coisas boas e também a
sabedoria para fazer coisas ruins. Vamos usar a sabedoria que Deus nos deu para
praticar coisas boas como, por exemplo: a caridade, essa sim é, realmente a
sabedoria que habita dentro de uma pessoa. Não aquela que faz um homem matar o
outro isso não é sabedoria.
Por fim, podemos notar que a sabedoria é para ser usada
para o bem e não para o mal, que ela seja mais forte que o sol que brilha
apenas 12 horas, mas que ela brilhe 24 horas por dia em nossa vida, assim nós
realmente vamos ser uma pessoa um pouco mais sábia.
Sabedoria que dá vida!
Deus é a sabedoria! O homem que a procura
consequentemente procura a Deus. É o que nos relata o livro da sabedoria (cf. 1,12-3,10).
Que adverte a humanidade a buscar sempre a sabedoria que vem de Deus, para que
a terra seja governada com justiça, pois aquele que se afasta da sabedoria,
desliga – se, também, de Deus.
E o que faz o Homem se distanciar da sabedoria?
A Santidade é vida, e quem opta pelo
pecado escolhe a morte, porque o maligno distancia o coração do homem da
presença de Deus. Desse modo, o maligno leva o homem à corrupção, ambição e ao
orgulho. Distanciando - o do que realmente é bom. Sendo que Deus é o sumo bem,
logo, é a pura sabedoria.
O Sábio que segue o caminho de Deus e
cumpre o seus mandamentos, uma vez que escolhe pela vida. Além disso, nesse
caminho está a verdadeira felicidade e a plena comunhão Divina. O livro
sapiencial lembra que essa vida terrestre é uma passagem. Por isso é
intensamente saudável guardar aquilo que é eterno e justo, ou seja, o temor a
Deus, a prudência, e tantas outras virtudes.
Em suma, no fim desta “jornada
terrestre” o justo voltará para o lugar que é, de fato, belo e perfeito. Diferentemente
dos que não seguiram os preceitos de Deus, que desviaram seu olhar da retidão.
Esses, por sua vez, serão amaldiçoados no inferno, no qual é a completa
ausência de Deus.
Em busca de Deus ao encontro da felicidade
O
Homem busca a felicidade. Mas aonde encontra – La? Bens materiais, riquezas,
sexo, poderes, bebida, droga? Ao analisar todas essas coisas veja que são passageiras
e limitadas, ou seja. Se julgarmos encontrar nelas a felicidade, este se
acabará igualmente.
Onde
se encontra a felicidade que não se desfaz e é eterna?
Aurélio
Agostinho, Santo Agostinho, era um estudante que tinha uma vida desregrada,
passou pelo maniqueísmo¹ não aceitou as doutrinas lá impostas foi para a
academia de céticos onde teve grande influência platônica entre os acadêmicos, saiu
após se converter para o cristianismo através das histórias de vida de Santo Antônio do Deserto, de Santo Atanásio de
Alexandria, e as pregações de Santo Ambrósio, com isso começa a busca da
verdadeira felicidade.
O maior problema para Santo Agostinho era saber, onde estava
Deus, pois ele sabia que encontrando Deus encontraria a também felicidade. Numa
incessante busca cheia de erros e acertos, ele encontra Deus em seu interior e
declara esse achado em sua obra “Confissões” no livro X no capitulo 27 que diz:
“Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova,
tarde vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim,
eu lá fora a procurar-vos.
Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que
criastes.
Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de vós aquilo que não existiria,
se não existisse em vós.
Porém, me chamastes, com uma voz tão forte
que rompestes a minha surdez.
Brilhastes,
cintilastes e logo afugentastes a minha cegueira!
Exalastes perfume: respirei-o suspirando por vós.
Eu vos saboreei, e agora tenho fome e sede de vós.
Vós me tocastes e ardi no desejo da vossa paz”.
Com isso ele descreve que o
criador não é a criação, descartando com essa afirmação o panteísmo¹, de achar
que Deus é a criação, e entende que as criações são como a “assinatura de Deus”,
que as contemplando nos remete a beleza a grandiosidade e o poder de Deus. E
Deus também não está nos prazeres passageiros e mundanos da vida, chamado por
Stº Agostinho de “Amores impuros” (CONFISSÕES – STº AGOSTINHO Lv. III Cap.1). Mas
sim dentro do mais íntimo do seu ser.
Mas porque o homem se perde tanto ao buscar a felicidade?
Deus é o único ser absoluto e o ser participado. Contudo
todos os outros são relativos. A alma é eterna, com isso já existíamos no
pensamento de Deus. Quando nascemos somos “separados” dessa comunhão direta e o
espaço é aberto dentro do homem assim causando a compulsão e a vontade de ser o
que era antes desde toda a eternidade e quando morremos, voltamos a esse estado
de comunhão com Deus, por isso não sabemos se existimos quando nascemos ou
passamos a existir quando morremos. Deus, cuja essência é o amor, e o homem
criado a imagem e semelhança de Deus também contém essa essência, então é inato
no homem amar, mais o problema é que com a resistência diante do bem (pecado)
deturpa a visão do homem lhe mostrando paixões corriqueiras e o afastando do
que realmente é o Bem o que realmente é a felicidade.
Com isso aumenta - se o desejo de possuir algo para ocupar o
vazio existente dentro de si. Surgindo aí a ambição e o amor egoísta onde toma
a pessoa como seu objeto e propriedade, sendo que no fundo a sua alma busca
algo muito além da matéria, pois a “alma sendo uma centelha da luz divina” (Stº
Agostinho) ela sente sede de Deus.
Para ser feliz, o ser humano busca a perfeição, mas busca a
perfeição como uma meta um objetivo a ser alcançado tendo a felicidade apenas
quando chegar ao termino dessa caminhada. Sendo que a perfeição já tem a sua plenitude
perante o percurso do objetivo.
Enfim, a felicidade é livre. E quem nos dá essa liberdade é
Deus, pois o pecado serve como uma prisão, onde fazemos as vontades da nossa
concupiscência sendo o que a alma almeja é o Bem!
Deus nos criou para ele, e uma fez que fomos feitos para Ele,
à vontade dele se junta a nossa, pois a nossa essência é Deus, quando
contrariamos a vontade de Deus contrariamos a nossa própria vontade que resulta
no impedimento da felicidade em nossa vida. Por isso que no livro 1 do primeiro
capitulo Santo Agostinho vai dizer
“...porque nos criastes para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não
repousa em Vós...”( CONFISSÕES – SANTO AGOSTINHO Liv I Cap I ).
Seminarista Alex Augusto M. Souza
Liberdade
alcançada pela Cruz
A humanidade busca incessantemente a liberdade. Nesse
caminho de procura, acaba se perdendo, pois cai nas ilusões dos prazeres e se
torna ainda mais escrava desses desejos. A liberdade está muito longe daquilo que
os homens pensam ou desejam verdadeiramente.
Cristo nos
libertou através da cruz e nos deu, então, a verdadeira libertação (cf. Gl 5,
1-25). Existem vários caminhos a percorrer durante a vida. No entanto, é
necessário ter o discernimento para o qual caminho seguir. Por essa razão, São
Paulo na carta dirigida á comunidade de Gálatas, vem dizer que a liberdade é
totalmente diferente de libertinagem. Só é realmente livre aquele que segue os
preceitos de Deus. É claro que ao dizer “seguir a vontade de Deus” soa como
obediência, assim tirando a liberdade de escolha. O homem, sendo criação Divina,
e tudo o que Deus criou é bom (cf. Gn 1), conclui-se que, a alma humana tem
como essência o bem, pois Deus é o sumo bem. Logo, a vontade de Deus se torna a
vontade do homem.
Mas essa vontade é desviada pelas seduções do mundo.
Até que o indivíduo consiga encontrar essa liberdade que existe dentro do
próprio ser, ele passa por caminhos sedutores que o afastam daquilo que é livre.
Essas seduções chamam se pecados. Esse caos quem prende o homem e o torna
escravo. aquele que vive a
santidade vive intensamente a liberdade, pois usufrui da essência de sua alma
que é o puro amor de Deus.
A liberdade só é alcançada quando o homem encontra
Deus dentro de si, e ouve dentro de seu mais profundo ser a vontade Divina. “De
acordo com Gálatas, o instinto tem desejos contrários aos do Espírito, e o
Espírito tem desejos contrários aos do instinto; e tão opostos são que não
fazeis o que quereis” (Gl 5, 17).
Ao alimentar a alma será mais difícil cair na
liberdade dos prazeres mundanos, no egoísmo, na fornicação, na indecência, nas
inimizades, coisas estas, que levam o homem a uma liberdade ilusória. É indispensável
alimentar o Espírito para que assim possa viver a plenitude da libertação
adquirida através da Cruz de Cristo.
Seminarista Alex Augusto M. Souza
Liberdade
alcançada pela Cruz
A humanidade busca incessantemente a liberdade. Nesse
caminho de procura, acaba se perdendo, pois cai nas ilusões dos prazeres e se
torna ainda mais escrava desses desejos. A liberdade está muito longe daquilo que
os homens pensam ou desejam verdadeiramente.
Cristo nos
libertou através da cruz e nos deu, então, a verdadeira libertação (cf. Gl 5,
1-25). Existem vários caminhos a percorrer durante a vida. No entanto, é
necessário ter o discernimento para o qual caminho seguir. Por essa razão, São
Paulo na carta dirigida á comunidade de Gálatas, vem dizer que a liberdade é
totalmente diferente de libertinagem. Só é realmente livre aquele que segue os
preceitos de Deus. É claro que ao dizer “seguir a vontade de Deus” soa como
obediência, assim tirando a liberdade de escolha. O homem, sendo criação Divina,
e tudo o que Deus criou é bom (cf. Gn 1), conclui-se que, a alma humana tem
como essência o bem, pois Deus é o sumo bem. Logo, a vontade de Deus se torna a
vontade do homem.
Mas essa vontade é desviada pelas seduções do mundo.
Até que o indivíduo consiga encontrar essa liberdade que existe dentro do
próprio ser, ele passa por caminhos sedutores que o afastam daquilo que é livre.
Essas seduções chamam se pecados. Esse caos quem prende o homem e o torna
escravo. aquele que vive a
santidade vive intensamente a liberdade, pois usufrui da essência de sua alma
que é o puro amor de Deus.
A liberdade só é alcançada quando o homem encontra
Deus dentro de si, e ouve dentro de seu mais profundo ser a vontade Divina. “De
acordo com Gálatas, o instinto tem desejos contrários aos do Espírito, e o
Espírito tem desejos contrários aos do instinto; e tão opostos são que não
fazeis o que quereis” (Gl 5, 17).
Ao alimentar a alma será mais difícil cair na
liberdade dos prazeres mundanos, no egoísmo, na fornicação, na indecência, nas
inimizades, coisas estas, que levam o homem a uma liberdade ilusória. É indispensável
alimentar o Espírito para que assim possa viver a plenitude da libertação
adquirida através da Cruz de Cristo.
Seminarista Alex Augusto M. Souza


.jpg)




.jpg)
.jpg)

